04. Roteiro Mínimo de Estudo

Seja por falta de vontade, de tempo ou de organização, o aluno pode ter dificuldades para seguir o Roteiro Completo de Estudos. Quando, excepcionalmente (assim esperamos), isso ocorrer, recomendamos a adoção do presente Roteiro.

Roteiro Mínimo de Estudo:

  • assistir às aulas e anotá-las
  • tirar suas dúvidas
  • reler, semanalmente, as anotações de aula
  • escrever um resumo (de cabeça) para cada tema estudado
  • ler, se possível, o texto-base

CUIDADO:

  • fazer menos do que o roteiro mínimo é plantar para colher dificuldades na véspera das provas
  • se for estudar apenas na véspera da prova, limite-se a ler e a resumir as anotações de seu caderno; NÃO leia, pela primeira vez, o texto-base neste momento, pois você terá mais dúvidas do que certezas

03. Roteiro Completo de Estudo

Pensando no aluno ideal do ensino superior, apresentamos o Roteiro Completo de Estudo. Tal roteiro pode ser utilizado em quase todas as disciplinas, embora tenha sido elaborado para aquelas de cunho teórico.

Roteiro Completo:

1. Informando-se sobre o tema (antes da aula)

  • pesquise na internet sobre o tema a ser estudado (procure definições e conceitos)
  • leia rapidamente artigos de periódicos eletrônicos (jornais e revistas)
  • procure textos sobre o tema na biblioteca (em livros e revistas)
  • anote suas dúvidas iniciais
  • formule perguntas sobre o tema

2. Assistindo à aula

  • ouça atentamente o discurso do professor
  • interprete o que foi dito
  • anote conforme seu entendimento
  • crie tópicos para organizar seu caderno
  • anote suas dúvidas e faça perguntas assim que possível
  • anote as respostas às perguntas
  • peça sugestões de leitura

3. Estudando (após a aula)

  • leia as anotações de aula
  • busque compreender tais anotações
  • leia integralmente o texto-base sobre o tema
  • releia, com mais cuidado, o texto-base, grifando as ideias principais
  • “fiche” o texto (resuma as ideias principais grifadas)
  • leia outros livros, conforme seu interesse pelo tema, e, se for o caso, faça novos “fichamentos”
  • feche os livros e escreva um texto sobre o tema, usando como referência o caderno e as “fichas”
  • anote suas dúvidas e consulte o professor
  • pense nos pontos principais e elabore perguntas sobre eles
  • responda, por escrito, às perguntas

4. Consolidando o estudo

  • antes de estudar o novo tema, releia seu caderno, a “ficha” do texto-base e seu texto sobre o tema anterior
  • tente entender os conceitos e as ideias
  • após cada leitura, feche os olhos e pense no tema
  • repita, pelo menos, uma vez a cada quinze dias os procedimentos deste tópico para todos os temas estudados

LEMBRE-SE:

  1. “Entenda” as aulas
  2. Tire suas dúvidas
  3. Anote sempre que possível
  4. Estude todos os dias
  5. Converse com os amigos sobre os temas estudados


02. Requisitos para o estudo: vontade, tempo, organização

Os estudantes de direito que desejam adquirir todos os conhecimentos sobre um determinado tema de aula, devem seguir o Roteiro Completo de Estudo. Para tanto, é indispensável possuir duas coisas: 1. vontade e 2. tempo.

Quanto ao requisito “vontade“, devemos constatar que nem sempre o tema estudado despertará o interesse do aluno. É perfeitamente normal que, em um curso de introdução ao direito, haja temas que pareçam mais interessantes ou menos interessantes. Assim, sugerimos que o aluno adote todos os passos para estudo daqueles temas que reputar mais interessantes, e “pule” alguns passos quando estudar temas de que goste menos.

Em outras palavras, diria simplesmente: estude mais aquilo de que você gosta e menos aquilo de que você não gosta. É sempre mais chato e menos promissor fazer o que é desagradável; é mais interessante e estimulante fazer o que é agradável.

Por outro lado, o requisito “tempo” nem sempre é tão subjetivo quanto o anterior. Muitas vezes o aluno possui “vontade” de estudar o tema, mas carece de “tempo” para fazê-lo. Na nossa sociedade capitalista, a grande maioria das pessoas depende de um emprego para sobreviver. Ser assalariado em grandes cidades, por exemplo, toma quase todo o “tempo” do estudante, seja pelos afazeres típicos da profissão, seja pelo cansaço gerado por outros fatores, como o transporte precário e o desgaste emocional do cotidiano.

Com isso, o estudante precisa desenvolver uma habilidade específica e fundamental: organização. Por mais que disponha de “vontade” para estudar um tema, o “tempo” poderá ser curto. Então, o aluno precisará gerenciar seu tempo, escolhendo quais os passos do Roteiro Completo de Estudo irá seguir e os distribuindo nos períodos disponíveis durante a semana.

Mas cuidado: consulte o Roteiro Mínimo de Estudo ao gerenciar seu tempo. É muito importante que você não elimine medidas essenciais para seu aprendizado, sem as quais estará gerenciando mal seu tempo, ficando, ao final, desestimulado e sem “vontade”.



01. Do ensino médio ao ensino superior

A passagem para o ensino superior deve ser encarada como um marco na vida intelectual do aluno, que, normalmente, acaba de deixar o ensino médio. Como toda transição, pode ser sentida de um modo positivo ou negativo.

Há uma diferença essencial entre o ensino médio e o ensino superior: no primeiro, o professor está, em sua maioria, lidando com crianças que se tornam adolescentes; no segundo, está lidando com adolescentes que se tornam adultos. Ora, o papel do professor deve ser diferente em cada um dos casos.

O professor de ensino médio deve cuidar de todo o processo de aprendizagem do aluno. Não basta apresentar os temas em aula, mas deve também acompanhar e supervisionar o trabalho individual de estudo do aluno. Isso significa entregar ao aluno material de leitura (livros e apostilas) pré-selecionado, fazer exercícios rotineiros para verificar o aprendizado e interferir constantemente nas atividades.

Por que o professor de ensino médio deve se comportar desse modo? Simples: seus alunos não possuem, ainda, maturidade suficiente para a aquisição do conhecimento. Precisam contar com a supervisão de um profissional para fazerem as melhores escolhas.

Mas isso não ocorre no ensino superior. Neste momento, os alunos caminham para a maturidade. Ser maduro significa ser capaz de tomar as decisões mais importantes de sua vida. O aluno torna-se adulto. É capaz de pensar e de fazer escolhas.

O papel do professor se modifica. Ao lidar com adolescentes que se tornam adultos, não deve assumir uma posição de controle e de supervisão. Sua função é simplesmente indicar os caminhos a serem trilhados. O aluno escolhe como e quando percorrer.

Grande parte dos professores do ensino superior limita-se a expor o conteúdo da matéria em sala de aula e a indicar um livro-base que trata do tema. Somente isso. O resto, é com o aluno. Ele terá que anotar a aula, ir atrás do texto indicado e estudá-lo. Sozinho. Apenas procurando o professor para tirar suas dúvidas.

A primeira coisa que todo universitário deve aprender é justamente a diferença entre o ensino médio e o ensino superior. Quanto antes perceber isso, menos traumática e mais gostosa será a passagem.